Luciano do Valle critica cobertura do futebol.

20 06 2008

Luciano do Valle critica cobertura do futebol.

A mídia apenas foca os jogadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Luciano do Valle vai contra a maré. Ele é um dos poucos a valorizar os times e atletas de outras regiões do País

O locutor esportivo Luciano do Valle protagonizou um momento de desabafo à frente das câmeras. Momentos antes da partida Corinthians e Sport, pela final da Copa do Brasil, Luciano revelou que não queria mais transmitir a partida e, muito menos, contar com a participação dos comentaristas Neto e Godoy. Para ele, os dois não são jornalistas. A questão do diploma foi à tona no comentário. Sobrou até para Flávio Prado que, segundo Luciano, é apenas radialista. Milton Neves também entrou na roda.

Há alguns anos, o mesmo Luciano do Valle já revelou que não desejava mais trabalhar com futebol, pois já estava cansado das transmissões. Mesmo assim, ele continua na “labuta”.

Luciano sempre destacou a importância da igualdade na cobertura jornalística e nas transmissões esportivas. Para o narrador esportivo, a cobertura da mídia é tendenciosa para o eixo Rio-São Paulo e menospreza os times de futebol de outras regiões do País, principalmente do nordeste brasileiro.

A atitude de Luciano merece compreensão. Na transmissão da TV Globo, no mesmo confronto da final da Copa do Brasil, Cléber Machado narrou a consagração do Sport Recife como um velório. Era nítida a preferência do jornalista pela vitória do Timão. Já outros comentaristas de São Paulo destacavam que o Corinthians seria o natural campeão do campeonato. Só que se esqueceram do retrospecto do time pernambucano em seu estádio quando eliminou fortes clubes, como Palmeiras e Internacional, e da própria instabilidade do time corintiano.

A mídia apenas foca os jogadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Luciano do Valle vai contra a maré. Ele é um dos poucos a valorizar os times e atletas de outras regiões do País. Outro ponto do desabafo que merece destaque é o enxame de ex-jogadores e ex-árbitros que tomam conta dos debates esportivos. Ronaldo e companhia roubam espaço de profissionais que estão fora da mídia, como Jorge Kajuru. Ronaldo, eterno ídolo corintiano, não mostra imparcialidade em grande parte de seus comentários. Por que os ex-jogadores não vão para as Universidades? Uma exceção é Marcelinho Carioca que agora estuda Jornalismo em uma Universidade em São Paulo e se prepara ser comentarista. Emitir opinião nos programas esportivos não é o mesmo de um bate-papo em um botequim de esquina.

O jornalismo esportivo mexe com as emoções do público. Encontrar imparcialidade sempre é uma tarefa árdua em qualquer segmento da área. Mesmo assim, não dá para engolir “profissionais” que deveriam analisar as partidas, mas que só marcam bola fora cegados pelas suas paixões pessoais.


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