TV espanhola investiga “decadência” de Ronaldinho

24 09 2008

da Ansa

A emissora espanhola de televisão Canal Plus exibiu na noite de segunda-feira um programa especial sobre a decadência do meia-atacante brasileiro Ronaldinho, melhor do mundo em 2004 e 2005 atuando pelo Barcelona, que foi negociado com o Milan para esta temporada.

Fernando Soutello/Reuters

Ronaldinho tenta se recuperar no Milan e na seleção brasileira

Para o presidente do clube catalão, Joan Laporta, os problemas começaram a ocorrer no ano passado. “Na primavera de 2007, depois de um jogo em Zaragoza, começamos a notar atitudes que prejudicavam o grupo”, explicou ele, porém sem detalhar que comportamento poderia ser esse.

Já o secretário técnico do time espanhol, Txiki Begiristain, afirmou que o desempenho de Ronaldinho começou a piorar após a Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha, quando a seleção brasileira foi duramente criticada pelo mau futebol apresentado.

“Já naquele momento vimos que ele estava falhando em alguns detalhes. Não se dedicava mais tanto quanto antes, machucava-se, sofria pequenas lesões e cada vez mais era difícil para ele voltar da seleção”, disse o dirigente.

O ex-funcionário do Barcelona Juan José Castillo, que durante anos foi a pessoa que esteve mais perto do jogador, acha que o excesso de popularidade pode ter feito mal a ele.

“Chegou um ponto em que ele [Ronaldinho] se deu conta de que sua vida não lhe pertencia mais. Quando sua agenda passa a ser administrada por 50 pessoas e dez multinacionais, é normal que aconteça isso”, contou.

“Ele ficou mais cabisbaixo e mudou a postura. Desligou-se dos amigos de sempre, porque éramos nós quem dávamos broncas nele, dizíamos que o que ele fazia estava errado, mas ele preferia cercar-se de gente que dissesse apenas como ele era bonito e alto”, prosseguiu.

Castillo também falou da vida noturna do craque. “Ronaldinho sempre saiu à noite, mas no começo fazia isso para queimar a adrenalina provocada pela concentração nos jogos. Depois virou descaso, costume.”

O zagueiro brasileiro Edmilson, que atuou ao lado de Ronaldinho na seleção e no Barcelona, afirmou que talvez tenha faltado apoio dos próprios colegas, que poderiam ter ajudado o jogador a superar um momento de crise.

“Talvez os membros do clube –médicos, fisioterapeutas, diretores, presidente e nós, jogadores– poderiam ter dado algo a mais para ajudá-lo, porque no Barcelona havia muita gente que queria o seu mal, e ele [Ronaldinho] não teve força de vontade para se afastar dessas pessoas”, disse o jogador, atualmente no Villarreal.

Laporta também disse acreditar que a badalação exerceu um peso negativo sobre o meia. “Fizemos uma reunião com ele e ouvimos o que tinha a dizer. Ele nos disse que queria seguir jogando e voltar a ser o melhor”, revelou.

“Confiamos nele, porque acreditávamos em seu potencial e sempre fomos muito agradecidos por tudo o que ele fez aqui [no Barcelona]. Mas depois ficou evidente que, de tanta gente que tinha ao seu redor, Ronaldinho na verdade estava absolutamente sozinho.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u448050.shtml


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