Torcedor descreve cenas de violência após jogo do Sport com Ypiranga (90% da Torcida Jovem = Reduto de Marginal)

8 04 2010

Wellington Silva é torcedor do Sport. Ele foi à Ilha do Retiro na noite desta quarta-feira (07) e afirma ter visto na saída uma cena que lhe lembrou uma guerra. Confiram o relato abaixo.


Caos, pedra, bomba, tiro, Medo! Basta!

Sete de abril de 2010. 23h. Graças a Deus cheguei em casa. Por um momento não acreditei nisso. Após mais um jogo do meu amado Sport, passei pelo maior desespero da minha vida. Na parada do Clube Português os Marginais da Torcida Jovem que se encontravam no ônibus e que nem pagaram a passagem gritavam para o motorista arrastar o ônibus, pois havia moutros marginais que invadiriam o ônibus. Enfim, motorista tenta sair com o ônibus e começa o terrorismo: pedras atiradas — até então “tudo bem”, até que a primeira janela é quebrada e, em seguida, o vidro traseiro completamente apedrejado. Desespero. A gritaria continua até que uma bomba explode e causa o que eu chamaria de cenário de guerra. Gritos, fumaça, sangue e mais pedras e mais vidros no chão. Sinto os estilhaços caírem sobre minhas costas, consigo no meio do meu desespero observar o desespero de todos, um rapaz com a orelha cortada sangrando muito, outro com as costas também sangrando muito, a bomba o atingiu, mais dois com os pés cortados e o que mais me chamaria a atenção em meio a fumaça que tomava conta do ônibus, uma idosa agachada com um semblante que jamais esquecerei tamanho era o seu desespero. Um motoqueiro desce com uma pistola em punho e chama uma viatura, ele deveria ser policial também, daí escuta-se um tiro, mais desespero. E pensem vocês: os marginais ainda queriam pegar o motorista de qualquer forma, mas foram impedidos e gritavam dizendo “Olha o que eles fazem com a gente” e “a gente não faz nada, tem que se garantir”. Me perguntei como que no meio daquela loucura alguém poderia pensar nisto, pois é, são marginais e quem não tem nada com isso acaba se machucando. Desci logo depois para esperar outro ônibus, não queria passar novamente por isso no Arruda, logo depois peguei outro ônibus vazio e tranquilo e graças a Deus cheguei em casa e vim diretamente postar esse desabafo, pois não podemos ficar alheios, temos que exigir o fim dessas famigeradas “torcidas organizadas”. Eu quero seguir o Sport, mas está cada vez mais arriscado, não quero estar no meio dessa guerra. Temos que acabar com isso, definitivamente! Boa noite a todos.

Welington Silva

Fonte: Blog do Torcedor


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